terça-feira, 30 de junho de 2015

Para Agnes

Eu sempre tive uma nostalgia infantil em encontrar minha outra metade.
Um outro coração solitário para chamar de "meu"
Acontece que a vida não corresponde à nossos anseios de forma lógica, previsível ou calculada.

Eu procurava algo que acreditava não existir, por isso nada encontrei.
Em você, nada, encontrei tudo que precisava.
Por fim, um casal, quebrado, "anormal", mas feliz.


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Barulhos

Quem me conhece há muito tempo sabe a pá de merda que eu já passei. E eu bem sei que já cansei de passar tudo isso, gradativamente fui saindo de tudo que me trazia desconforto, desgosto. Só que ainda tem os momentos em que o mundo não é grande o bastante.

Vivi muito pouco para dizer com categoria que vivi bastante, se é que entendem. Mas na verdade eu vivi bastante sim, ou pelo menos o suficiente. Suficiente para entender que muitas coisas não mudam, não melhoram, não passam e não curam. Tem situações que realmente precisamos construir uma maneira de escapar, mudar ou destruir de vez, porque simplesmente não dá pra conviver.
Olho pra todos os lados e é tanto barulho, tanta gente chata que grita só pra fazer outro se sentir mal. Ninguém parece se importar mais (e sei que não se importam), talvez nem eu me importe, mas eu consigo fingir.
Eu mudei completamente para entender os outros, para conviver melhor. Mas vejo que só criei uma nova forma de isolamento, do tipo "eu cuido disso, eu cuido daquilo" e não tem ninguém pra "cuidar" de mim. Eu realmente estou muito cansada dessa gentinha estúpida, dessa massa que só cresce e cresce e apodrece cada vez mais.

E é horrível crescer, com todas as responsabilidades, encarar, lutar, vencer e isso não parecer nada pra ninguém e de tanto não parecer nada às vezes até eu duvido.






Preciso de outra dose dessa com meu amor, ir pra onde não tem gente chata, assunto chato, mentiras, inveja e ódio. Sentir pelo menos um pouco que podemos ser infinitas o tempo todo e por que não, felizes o tempo todo?